Depois de duas etapas de testes com as pipas e as câmeras, esta semana fomos ao Parque Nacional Dartmoor, para um levantamento fotográfico de verdade. Marcamos de nos encontrar na universidade, para pegar o equipamento de topografia, e de lá seguimos (Mike, seu filho Ian e eu) para sudoeste, em uma viagem de umas quatro horas no valente Land Rover (mais conhecido como Ted), até a cidadezinha de Tavistock.

Chegamos no camping, armamos as barracas e fomos conhecer a área do levantamento, previsto para o dia seguinte. Apesar da área se chamar “Floresta Nacional de Dartmoor”, não tem muita “floresta” propriamente dita, mas é uma região muito bonita, com alguns cavalos e muitas ovelhas perambulando soltos.

Um batólito granítico fornece um relevo mais acidentado que o entorno, com altitudes variando entre 400 e 600m, com vários “picos”, onde as rochas aflorantes formam as “torres”, muito procuradas para caminhadas e escaladas. Algumas áreas do parque não são liberadas para acesso geral, pois há uma base militar no meio do parque, que é utilizado pelos Royal Marines para treinamento.


Cox Tor, bem em frente ao estacionamento


Black (and-red-and-blue) sheep


Subida ao topo da Cox Tor


Mike e Ian (penteeelho..)


Mike relembrando seus tempos de escalador


Torres


Pedra…


Pedra…


E mais pedra!

No dia seguinte, um último check-up no equipamento e fomos esperar um amigo do Mike (Matthew), no estacionamento do parque, afinal sem ele não podíamos fazer nada, já que o objetivo da viagem era imagear umas ondulações no terreno, que ninguém sabe como foram formadas mas que o Matthew (que chegou um pouco atrasado, e a essas alturas o Ian já estava chamando de “Mat”) acha que tem um controle biológico (ou qualquer coisa assim).


E lá vamos nós..

Depois de uma breve caminhada carregando um bom tanto de equipamento, chegamos ao local. A primeira coisa a fazer foi delimitar a área que pretendíamos imagear, espalhar 20 alvos nesse espaço e determinar a posição de cada alvo a partir de um ponto de referência, para poder corrigir a distorção das imagens depois. O Mike usa um selante de silicone para colar os alvos no chão. Funciona bem.


Colando o alvo no chão

Topografia Depois da topografia, finalmente pudemos levantar vôo. Fizemos vários sobrevôos, em diferentes alturas, para ter diferentes resoluções, e também com duas câmeras, mas mais uma vez o infra-vermelho não funcionou como esperado…


Voando

Enquanto isso, o Ian ficava pentelhando, dizendo que estava injuriado, etc… De vez em quando ele dava um sossego e ia ler um pouco de Harry Potter.


Momentos de paz

Depois de várias horas de trabalho, só faltava um vôo, que tinha que ser feito no fim da tarde, para tentar algumas imagens com sol baixo no horizonte, o que faria sombras longas, e seria ideal para delimitar o formatos dos morrotes nas imagens. Mas é claro que Murphy estava presente. Por volta de 19:15, o sol estava na posição ideal, mas uma maldita nuvem gigante apareceu do nada e cobriu o sol… Resolvemos esperar mais um pouco, e depois de uns 20 minutos o sol resolveu aparecer, meio fraquinho, por entre um buraco na nuvem. Fizemos um vôo rápido para aproveitar a luz e começamos a guardar o equipamento. Cerca de vinte minutos depois chegamos de volta no estacionamento, e - claro - não havia mais nenhuma nuvem no céu! A luz estava perfeita, era tudo o que precisávamos! Maldito Murphy!! Só tomando um pint mesmo.

Comments

Cecilia: Muito legal essa aventura de kites& cameras! Queria ver no blog fotos e fatos sobre a sua vida na K.U….Bj, Ci.